quarta-feira, 30 de março de 2011

Governo reajusta a insalubridade

30/03/11 – Ação do SIFUSPESP no STF faz Governo reajustar a insalubridade

No holerite deste mês, já disponível hoje no site do Governo do Estado, os servidores públicos estaduais vão encontrar uma boa novidade: finalmente, depois de muita luta e pressão dos sindicatos e agora do STF, o Governo do Estado de São Paulo REAJUSTOU O ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. O valor passou de R$ 372 para R$ 436.
A felicidade, porém, não é completa. Depois de receber notificação do STF para explicar o congelamento do valor da insalubridade, o Governo do Estado se rendeu ao óbvio - ou seja, "descobriu" que o STF iria determinar o fim do abusivo congelamento - e resolveu pelo reajuste com base no salário mínimo. Mas... E o valor reajustado que deixou de ser pago por mais de um ano aos servidores? O Governo do Estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, nem explicou se vai pagar o retroativo.
O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo - SIFUSPESP - teve uma contribuição fundamental para esse reajuste. Afinal de contas, o sindicato é autor de uma ação que se encontra hoje nas mãos do Ministro do STF Celso de Mello, exatamente contra esse congelamento.
"Por conta da nossa ação judicial, o ministro do STF solicitou às autoridades, em 25 de fevereiro, que dessem informações sobre esse congelamento. Acreditamos que, ao receber a notificação judicial, o Governo tenha avaliado que iria perder a causa e já tenha antecipado o reajuste", pondera o presidente do SIFUSPESP, João Rinaldo Machado. Ele ainda lembra que sindicatos de outras categorias também entraram com ações judiciais no Estado. "A pressão ficou grande. Além dos sindicatos reivindicarem diretamente o fim desse congelamento absurdo, a justiça estadual já concedeu algumas vitórias neste sentido, embora o Governo tenha sempre apelado de todas essas decisões. E agora, com a pressão do próprio Supremo Tribunal Federal, autoridade máxima do Judiciário, o Governo do Estado, enfim, desistiu de manter o congelamento e efetuou o reajuste".
E O RETROATIVO?
O SIFUSPESP foi informado nesta semana de que o Governo do Estado iria reajustar o valor do adicional de insalubridade. No entanto, nem a Secretaria Estadual da Fazenda e nem a Secretaria da Administração Penitenciária confirmaram a informação oficialmente.
"As pessoas não sabiam ao certo se haveria mesmo o reajuste, se sairia no próximo holerite, nada disso. Tivemos a cautela de não noticiarmos antes de alguma confirmação, para não criar falsa expectativa. É estranho que o Governo do Estado tome uma decisão dessas e não anuncie oficialmente, nem dê explicações sobre o assunto. Estamos buscando mais detalhes para passar para a categoria", revela João Rinaldo Machado.
Só nesta quarta, 31, com a liberação dos holerites, o sindicato pôde comprovar a veracidade da notícia. "Está confirmado o reajuste, são R$ 64 a mais no holerite e isso é bom. Temos plena consciência de que a pressão que fizemos, junto com outros sindicatos, foi o que gerou esse resultado. Mas não estamos satisfeitos ainda", explica o presidente do SIFUSPESP.
João Rinaldo avisa aos associados que o sindicato, mesmo com esse reajuste, não irá desistir da ação que está em processo no STF: "na ação, pedimos que o Governo cumpra o reajuste com base no salário mínimo e, ainda, que pague a todos os nossos associados o valor correspondente ao período em que os servidores deixaram de receber o reajuste. Ou seja, queremos que nossos associados recebam o retroativo de 2010 e dos primeiros meses de 2011. A ação no STF, portanto, continua válida".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Nova tomada desagrada consumidor

por Rita de Cássia Cornélio

Dificuldade em encontrar eletroeletrônicos e aparelhos domésticos adequados às novas normas é alvo de críticas

Plugues e tomadas no novo padrão brasileiro desagradaram os consumidores. A dificuldade é encontrar eletroeletrônicos e aparelhos domésticos que sigam as normas em vigor desde o ano passado. O jeito tem sido recorrer a adaptadores.

Para o engenheiro eletricista Rigiel Luiz de Mesquita Gambetti, a lei que determinou a mudança é absurda, apesar de garantir mais segura. “As fabricantes de tomadas e plugues estão seguindo o padrão que foi adotado somente no Brasil. A história é mais ou menos assim: a Comissão Eletrotécnica Internacional tentou uma padronização internacional. Foram criadas comissões para discutir. A maioria chegou a conclusão que não adiantava mudar. No Brasil, a comissão aprovou e temos que seguir esse padrão”, explica.

De acordo com Gambetti, existem dois padrões de tomadas: um mais grosso e outro mais fino, que podem ser usados dependendo do nível de correto. Os pinos são cilíndricos e, como se encaixam na parte interna, evitam acidentes. “Exige aterramento”, acrescenta.

O engenheiro civil Fábio Parolin concorda com Gambetti no item segurança. “É mais seguro. Evita que crianças e mesmo os adultos sejam atingidos por choques. Mesmo que a pessoa balance a tomada, ela não sai facilmente, evitando acidentes”, destaca

Ele também lamenta que eletroeletrônicos e aparelhos domésticos não sigam as mesmas regras. “As tomadas das construções mais recentes seguem a norma. Porém, mesmo executando o projeto elétrico, a obra fica com jeito de adaptada. Para ligar um simples ventilador, tem que comprar um adaptador que altera a aparência. Mesmo os aparelhos adquiridos no Exterior não possuem os três pinos. Também exigem adaptadores”, diz.

O eletricista Sivirino Torquato Filho tem esperança de que os eletroeletrônicos e aparelhos domésticos comecem a ser fabricados com os três pinos. “No nosso meio circula que o governo baixou uma portaria que, desde o ano passado, eles seriam fabricados conforme dita a regra. Mas não temos constatado isso no dia a dia.”

Torquato Filho alerta que se o consumidor retirar o pino de um aparelho novo para colocar o de três pinos, pode perder a garantia. “Alguns consumidores estão arriscando trocar, mas podem perder a garantia do aparelho. Claro que o aterramento, a tomada e os plugues são mais seguros, mas é preciso que os eletroeletrônicos e domésticos aparelhos sejam vendidos com o pino certo”, afirma.

Curto-circuito

O modelo três pinos foi inspirado no padrão suíço e, segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), foi adotado para garantir mais segurança ao consumidor. Segundo as estatísticas do Corpo de Bombeiros de São Paulo, nos últimos 10 anos, dos 35 mil incêndios na cidade, seis mil tiveram como causa curto-circuito.

Para o Inmetro, o novo padrão vai reduzir de forma considerável esse tipo de acidentes, uma vez que, além de garantir o aterramento para aparelhos de maior consumo, o novo plugue encaixa na tomada. Mas, os novos plugues e tomadas só são obrigatórios em geladeiras, lavadoras de roupas, micro-ondas, aparelhos de ar condicionado, TVs de plasma e LCD e computadores.
Fonte: JCNet - 21/02/2011

Consumidor deve ficar atento se o preço da etiqueta é o mesmo no caixa


   

por Veruska Donato

Nem todo consumidor confere se o preço de um produto no caixa é igual ao cobrado na prateleira. São tantas reclamações que os supermercados decidiram substituir as etiquetas de papel por etiquetas eletrônicas.

Nossos repórteres fizeram uma pesquisa e descobriram um produto em que a diferença de preços passava de R$ 150.

No flagrante gravado pela nossa produção, o casal encontrou uma luminária por R$ 42, mas ao passar no caixa, o preço saltou para R$ 199. O homem reclama do código de barras. "Olha o código que eles colocaram aqui. Está escrito a mão", reclama.

A gerente dá um desconto e a luminária sai por R$ 79. O casal decide levar o produto.

Se o casal quisesse, poderia ter levado a reclamação em frente e procurado o Procon. Quando há dúvida sobre o preço da mercadoria, o Código de Defesa do Consumidor diz que vale sempre o menor valor. Casos assim são frequentes principalmente em supermercados

Se o preço está marcado errado, o problema é da loja. O preço deve estar acessível ao consumidor. Não cabe a ele ficar interpretando informação. "Ele não é obrigado a ficar conferindo minúcias, número de série do produto, número de código de barras, letras miúdas, qualquer informação que não seja prestada de forma clara pelo fornecedor", garante Lucas Cabette, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

Não foi o que Jornal Hoje encontrou em vários supermercados. Em um deles, não há nem etiqueta de preços. Em outra prateleira, uma única etiqueta.

Nas comidas congeladas, há uma única etiqueta para vários produtos, marcando R$ 14,90. No caixa, a lasanha de berinjela sai por R$ 19,90, cinco reais mais cara

O queijo custa R$ 3,59 na prateleira, mas no leitor de barras, custa R$ 3,99. São R$ 0,40 a mais. O atum é vendido a R$ 3,49, mas no leitor está R$ 0,50 mais caro. No caixa aparece o preço mais alto.

A funcionária admite que nem sempre as promoções são informadas aos caixas. "Às vezes eles mudam lá e não cai aqui no sistema", diz.

É com a implantação das etiquetas eletrônicas, em breve, que os supermercados querem reduzir falhas. "Um mecanismo que é atualizado simultaneamente, ou por rádio-frequência ou por infra-vermelho, ou outros sistemas que possam atualizar o preço da gôndola no mesmo momento. Isso vai dar muito mais segurança, muito mais agilidade ao processo todo", afirma Tiaraju Pires, da Associação Brasileira de Supermercados.

As etiquetas eletrônicas já estão sendo testadas em alguns supermercados do país. 
Fonte: Jornal Hoje - 17/02/2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Notícia da P2 - Dia de Índio - MULHER LANÇARIA AS FLECHAS

Notícia da P2

Dia de Índio
MULHER LANÇARIA AS FLECHAS
Notícia de que tentariam lançar flechas com celulares para dentro da P2 em Presidente Venceslau repercute em todo o Brasil. Vejam matéria divulgada à pouco pelo portal G1 da Globo.

"A polícia de Presidente Venceslau, a 611 km de São Paulo, procura uma mulher suspeita de fazer parte de um grupo que arremessaria celulares por arco e flecha para dentro da Penitenciária 2 neste domingo (23). Segundo a polícia, o homem detido em flagrante afirmou em depoimento que seria ela quem lançaria os aparelhos de telefone. Outros dois homens que faziam parte do grupo também estão desaparecidos. O carro em que o detido foi encontrado está no nome de um deles. Neste domingo, dois policiais que faziam patrulhamento de rotina no entorno da penitenciária suspeitaram de um rapaz que estava em um carro próximo ao local com seis celulares amarrados com fita crepe às flechas. Ele foi detido em flagrante. No carro estava a bolsa de uma mulher que, segundo o detido, iria lançar os celulares para dentro do presídio. A polícia realizou buscas, mas não conseguiu localizá-la.O suspeito foi autuado por formação de quadrilha e pode ser condenado a três anos de prisão. Ele está na cadeia pública de Presidente Venceslau e será transferido para o Centro de Detenção Provisória de Caiuá, também no interior de São Paulo, ainda nesta segunda-feira (24)"

HOMEM É PEGO TENTANDO ARREMESSAR APARELHOS CELULARES

 

A Polícia Militar prendeu um homem nesse domingo dia 23, tentando lançar seis celulares para dentro da penitenciária 2 de Presidente Venceslau por meio de um arco e flecha. Ele amarrou cada um dos aparelhos na ponta de uma flecha, com fita adesiva, e se preparava para arremessá-los quando foi surpreendido. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante delito e ele, conduzido ao plantão policial juntamente com os objetos e o veículo devidamente guinchado. (Portal do Ruas)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BBB 11 - Ética pelo ralo

BBB 11 - Ética pelo ralo

O formato é o mesmo já consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos.
Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

No dia 11/1/201 a TV Globo levou ao ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.

O prêmio será de R$ 1,5 milhão para o vencedor. O segundo e terceiro lugares levam, respectivamente, R$ 150 mil e R$ 50 mil. As inscrições para a próxima edição do BBB já estão encerradas. Ao todo, nas dez edições, foram 140 participantes. E já foram entregues mais de R$ 8,5 milhões em prêmios. Balanço raquítico, tanto numérico quanto financeiro para seus participantes, para um programa que se especializou em degradar a condição humana.

Aos 11 anos de existência, roubando sempre 25% do ano (janeiro a março) e agora entrando na puberdade como se humano fosse, o BBB começa anunciando que passará por mudanças na edição 2011. Se você pensou que as mudanças seriam para melhorar o que não tem como ser melhorado se enganou redondamente. O formato será sempre o mesmo, consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.

Após dez anos seguidos, sabemos que a receita do reality show inclui em sua base de sustentação as antivirtudes da mentira, da deslealdade, dos conluios e... da cafajestagem. Aos poucos, todos irão se despir de sua condição humana tão logo um deles diga que "isto aqui é um jogo". Outros ensaiarão frases pretensamente fincadas na moral: "Mas nem tudo vou fazer para ganhar esse jogo."

Como miquinhos amestrados, os participantes estarão ali para serem desrespeitados, não poucas vezes humilhados e muitas vezes objeto de escárnio e lições filosóficas extraídas de diferentes placas de caminhões e compartilhadas quase diariamente pelo jornalista Pedro Bial, ao que parece, senhor absoluto do reality show. Não faltarão "provas" grotescas, como colocar uma participante para botar ovo a cada trinta minutos; outra para latir ou miar a cada hora cheia; algum outro para passar 24 horas de sua vida fantasiado de bailarina ou para pular e coaxar como sapo sempre que for ativado determinado sinal acústico. O domador, que terá como chicote sua lábia de ocasião ou nalgumas vezes sua língua afiada, continuará sendo Pedro Bial que, a meu ver, representa um claro sinal de como as engrenagens que movem a televisão guardam estreita semelhança com aqueles velhos moedores de carne.

O último a sair da jaula
É inegável que Bial é talentoso. É inegável que passou parte de sua vida tendo páginas de livros ao alcance das mãos e dos olhos. É inegável também que parece inconsciente dos prejuízos éticos e morais que haverá de carregar vida afora. Isto porque a cada nova edição do reality mais se plasmam os nomes BBB e Pedro Bial. E será difícil ao ouvir um não lembrar imediatamente o outro. Porque lançamos aqui nosso nome, que poderá ter vida fugaz de cigarra ou ecoará pela eternidade. Imagino, daqui a uns 25 anos, em 2035, quando um descendente deste Pedro for reconhecido como bisneto daquele homem engraçado que fazia o Big Brother no Brasil. E os milhares de vídeos armazenados virtualmente no YouTube darão conta de ilustrar as gerações do porvir.

E, no entanto, essas quase duas dezenas de jovens estarão ali para ganhar fama instantânea, como se estivessem acondicionados naqueles pacotinhos de sopa da marca Miojo. Imagino cada um deles a envergar letreiro imaginário a nos dizer com a tristeza possível que "Coloco à venda meu corpo sem alma, meu coração quebrado e minha inteligência esgotada; vendo tudo isso muito barato porque vejo que há muita oferta no mercado". E teremos aquele interminável desfile de senso comum. Afinal, serão 90 dias de vida desperdiçada, ou melhor, de vida em que a principal atividade humana será jogar conversa fora. O que dá no mesmo. E não será o senso comum exatamente aquele conjunto de preconceitos adquiridos antes de completarmos 15 anos de vida?

Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele". Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem. Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.

Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.

Heidegger reconheceria
O leitor atento deve ter percebido que em algum momento deste texto mencionei que o BBB 11 terá mudanças. Nem vou me dar ao trabalho de editar. Eis o quecopiei do site G1:

"Boninho, diretor do BBB, falou em seu Twitter nesta quarta-feira, 24/11, sobre a nova edição do programa, a 11ª, que estreará em janeiro de 2011. E ele adianta que, desta vez, as coisas vão mudar. ‘Esse ano tudo vai ser diferente... Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser’, postou Boninho em seu microblog. Questionado sobre o que estaria liberado no confinamento que não estava em edições anteriores, ele respondeu: ‘Esse ano... liberado! Vai valer tudo, até porrada’. Boninho também comentou sobre as bebidas no reality show: ‘Acabou o ice no BBB... Vai ser power... chega de bebida de criança’, escreveu."

Não terá chegado a hora de o portentoso império Globo de comunicação negociar com o governo italiano a cessão do Coliseu romano para parte das locações, ao menos aquelas em que murros e safanões, sob efeito de álcool ou não, certamente ocorrerão? E como nada compreendo de Heidegger, só me resta dizer que ao longo de toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade de haver um sentido básico do verbo "ser" que estaria por trás de sua variedade de usos. E são recorrentes suas concepções quanto ao que existe, o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser (i.e. uma Ontologia) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles e dos Gnósticos.

Quem sabe tivesse assistido uma única noite do BBB – caso o formato da Endemol estivesse em cena antes de 1976 –, o filósofo, por muitos cultuado, não apenas teria uma confirmação segura de que não valia mesmo a pena publicar o segundo volume de sua obra principal, O Ser e o Tempo, como também haveria de reconhecer a inexistência de algo anterior ao ser. Mas, com certeza, se fartaria com a miríade de usos dados ao verbo "ser".

Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela
UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil,
Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email - wlaraujo9@gmail.com

domingo, 28 de novembro de 2010

Dezesseis presos fogem de penitenciária de São Vicente (SP)

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DE SÃO PAULO
Dezesseis detentos fugiram da penitenciária de São Vicente (litoral de São Paulo), na altura do km 66 da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, por volta das 7h deste domingo. Segundo a PM (Polícia Militar), seis deles foram recapturados.
Os presos trabalhavam na cozinha da penitenciária no momento da fuga. Eles conseguiram escapar do local após cortarem uma tela de proteção.
Equipes da PM estão à procura dos demais foragidos.
O caso está sendo registrado no 3º Distrito Policial do Município.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O EXPRESSIONISMO

Cores fortes, muitas vezes quase irreais , que ressaltam e ampliam os sentimentos, figuras meio deformadas, mas de maneira a evidenciar a expressão, dramaticidade.
Estas são as características do expressionismo, que é definido também como a arte do instinto. Ele parece trazer as sensações das profundezas da mente, com plasticidade evidenciada.
Como pode-se observar nesta tela de Lazar Seggal (Brasil) e em tantas outras dos mestres do Expressionismo na Europa, como Paul Gauguim, que viveu entre 1848 e 1903 (o começo do século foi marcante para o surgimento de vários pintores do expressionismo na Alemanha) e chocou os classicos com suas obras de cores intensas, principalmente o vermelho, Paul Cèzanne, Van Gogh (1853 a 1890), Toulous-Lautrec (1864 a 1901) e Munch (1863 a 1944), entre outros famosos pintores.


O Expressionismo brasileiro, na arte de Anita Malfatti




Perseguindo a Justiça

"Li matéria publicada neste blog a respeito de defesa do consumidor e devo parabenizar a maneira como as questões estão sendo explicadas, está tudo bastante acessível (...) Pergunto eu: adiantará saber dos direitos quando encontramos uma Justiça que não funciona? (...)

A Justiça funciona, Eliazar, o problema é que não funciona dentro da necessidade, que é grande. Por que? Porque quanto maior é a falta de fiscalização e a demora no julgamento dos processos, além da postura de alguns juizes que punem grandes empresas infratoras com valores irrisórios demais para que evitem a repetição dos erros, maior o volume de processos que se sucedem, lógico!

A falta de agilidade na Justiça é complicada e envolve muitos fatores. Uma das tentativas de agilizar processos simplificados, evitando que se amontoem entre os mais complexos, foi o Tribunal de Causas Cíveis ou de Pequenas Causas. Funcionou relativamente, claro que com maior ou menor eficiência, dependendo do conjunto de profissionais que atua. Por isso há alguns estados e f'oruns que oferecem melhores resultados do que outros.

Os juristas citam vários outros fatores que atrasam os processos, mas a mentalidade de nosso sistema judiciário é certamente o nosso maior problema. A estrutura toda, inclusive a responsabilidade dos cartórios e de seus funcionários e dos próprios advogados, precisa de revisão. O sistema, na verdade se tornou inoperante e cheio de vicios.

Há recursos demais, que visam apenas atrasar o processo, pois não oferecerem resultado prático a não ser conturbar ainda mais todo o sistema. Além disso nossos magistrados são, antes de juizes, cidadãos que foram moldados pela nossa cultura, com todos os seus acertos e falhas e até questões culturais podem pesar nas mudanças necessárias. Lembre-se que a corrupção é um risco, conforme podemos acompanhar no excelente trabalho da policia federal, que recentemente descobriu a venda de liminares e setencas de um juiz do Piaui! Isso e bom, pois a descoberta de falcatruas dentro do Sistema Judiciario torna a Justica mais forte. Os casos de corrupcao estao sendo levantados desde os tempos do juiz Nicolau dos Santos Neto ( O Lalau, lembra?) entre outros casos.

Representa um  inicio, mas ainda estamos longe de uma Justica eficiente. O que nao podemos tolerar e um sistema cheio de falhas? O Judiciário não tem dono, pertence à toda sociedade, integrando um poder que precisa ser respeitado e deve sofrer mudanças que favoreçam a qualidade de sua ação e o cumprimento de seu objetivo.

Mas veja bem, no caso do consumidor, as ilegalidades são fartas demais. É melhor prevenir do que remediar. Ou seja, o consumidor deve estar atento e exigir seus direitos antes de cair nas esparrelas do mercado, evitando os processos. Mas lembrando sempre que não se pode deixar que a imoralidade a ilegalidade se tornem "rotina". Não se pode aceita-las sob hipótese alguma, mesmo que não haja um retorno imediato para os prejuízos materiais ou morais.

Não desanime, que assim como você, há mais pessoas preocupadas em recuperar a eficiência de nossa Justiça, do que o contrário! E continue questionando e participando!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

IPVA de carros fica 7% mais barato em São Paulo; calcule o valor para seu veículo

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GABRIEL BALDOCCHI
DE SÃO PAULO

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo informou nesta quinta-feira que o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) ficará em média 7,2% mais barato no ano que vem. O imposto é calculado sobre o valor venal do veículo, que pode ser consultado na tabela divulgada hoje, feita pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
A tabela vai ser publicada amanhã no Diário Oficial do Estado.
As alíquotas variam entre os veículos: carros a gasolina pagam 4% sobre o valor venal; carros a álcool e gás recolhem 3%; bicombustíveis recolhem 4%; picapes de cabine dupla são tributadas em 4%; ônibus, utilitários, microônibus, tratores e motocicletas pagam 2%; e caminhões 1,5%.
Para calcular o IPVA a ser pago em 2010, o proprietário deve encontrar o valor venal de seu veículo na tabela e, em cima disso, a alíquota correspondente. Por exemplo: em um carro a gasolina com valor de R$ 30 mil, o IPVA será de R$ 1.200 (ou 4% do valor do veículo).
POR TIPO
Considerando apenas os carros, a redução no valor do imposto será de 7% na média para o ano que vem, como havia antecipado a reportagem da Folha. Neste ano, o valor do IPVA para carros caiu 12,2%.
Os proprietários de motos pagarão 9,1% menos no imposto em 2011, variação menor em relação ao recuo de 9,8% registrado neste ano.
O IPVA para caminhões cairá 5,8%, para utilitários 5% e para os ônibus 5,6%.
CALENDÁRIO
Os proprietários de veículos usados que efetuarem o pagamento do imposto à vista em janeiro terão desconto de 3%. Há também a opção de parcelar o pagamento, sem desconto. A primeira parcela --no caso de pagamentos a prazo-- ou a quitação com desconto começam a vencer em 11 de janeiro, dependendo da placa do veículo.
Tabela de vencimento do IPVA 2011
Automóveis, Camionetas, Caminhonetes, Ônibus, Microônibus, Motos e similares
Mês Janeiro Fevereiro Março
Parcela 1ª Parcela ou Cota Única Com Desconto 2ª Parcela ou Cota Única Sem Desconto 3ª Parcela
Placa Dia do Vencimento Dia do Vencimento Dia do Vencimento
Final 1 11/01/2011 11/02/2011 11/03/2011
Final 2 12/01/2011 14/02/2011 14/03/2011
Final 3 13/01/2011 15/02/2011 15/03/2011
Final 4 14/01/2011 16/02/2011 16/03/2011
Final 5 17/01/2011 17/02/2011 17/03/2011
Final 6 18/01/2011 18/02/2011 18/03/2011
Final 7 19/01/2011 21/02/2011 21/03/2011
Final 8 20/01/2011 22/02/2011 22/03/2011
Final 9 21/01/2011 23/02/2011 23/03/2011
Final 0 24/01/2011 24/02/2011 24/03/2011
DESVALORIZAÇÃO
A queda no valor do imposto é explicada pela desvalorização dos veículos. O IPVA é calculado sobre o valor dos modelos no mercado. A queda, portanto, também significa que o patrimônio do contribuinte está valendo menos.
Segundo o coordenador de administração tributária, Otávio Júnior, a valorização do real contribuiu para a queda nos valores de mercado dos veículos. "O dólar está tornando mais acessível o preço dos importados".
Ele lembra que a desvalorização da moeda estrangeira também diminuiu as exportações e aumentou a oferta interna.
No Estado, há cerca de 13 milhões de veículos que pagam o tributo, de uma frota total de 18,3 milhões. A Fazenda prevê arrecadar R$ 8,9 bilhões neste ano e R$ 9,51 bilhões em 2011.
Segundo o diretor adjunto de arrecadação, Edson Eugênio Peceguini, a diminuição no preço cobrado ao contribuinte é compensada pelo aumento da frota. O Estado de São Paulo ganha 1,3 milhão de carros por ano, dos quais 1,2 milhão são sujeitos ao pagamento do tributo.
Outros 300 mil carros deixam de pagar o tributo a cada ano porque entram na faixa de isentos, isto é, por completarem mais de 20 anos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O MISTÉRIO DO ANEXO 4

Deputados eleitos e reeleitos travam uma nova disputa, desta vez pelos gabinetes do "Anexo 4".   
O Anexo 4 é o sonho dos parlamentares porque os gabinetes são maiores e tem banheiros! Por isso são destinados apenas aos deputados reeleitos! 
Deputados eleitos não têm direito ao Anexo 4! 
O fato está causando mal estar na Câmara Federal, com acusações de falta de democracia e surtos de diarréia e incontinência. Os 223 novos parlamentares que vão tomar posse junto com os 290  reeleitos estão limitados a um sorteio de gabinetes do Anexo 3, onde não há elevadores nem banheiros privativos.
LEITOR ENVIOU FOTO GARANTINDO
TER DESVENDADO O MISTÉRIO
DO ANEXO 4, PROJETADO PARA DISPOSIÇÃO
EXTREMAMENTE LABORIOSA, MOTIVO
CAUSADOR DA CONFUSÃO POPULAR! 
OUTRO MOTIVO APONTADO COMO CAUSA
DA TREMENDA DISPUTA SERIA A
EXISTÊNCIA DO "PAPEL INTELIGENTE"...
QUE SERIA O PIVÔ DO MISTÉRIO
DO ANEXO 4
Aos 223 novos parlamentares que vão tomar posse junto com os 290 reeleitos resta somente participar do sorteio, ainda sem data definida, no qual a maioria dos gabinetes disponíveis são os do Anexo 3, onde não há elevadores nem banheiros privativos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CRIANÇAS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA

Uma mãe, moradora no Rio Grande do Sul, confusa com ferimentos no seu bebê, coloca uma câmera escondida em casa e descobre o improvável: o próprio companheiro, pai da criança, era o criminoso!  As cenas, chocantes, mostram como o sujeito torturava a criança, de poucos meses de idade!

Os desajustes de crianças, adolescentes e parte de algumas patologias observadas em adultos, que distorcem o meio familiar e afetivo, mas manifestam-se de maneira crescente no meio social, certamente tem origem no abuso infantil. Crianças que sofrem torturas físicas, sejam elas meramente fruto de psicopatia  do adulto ou caso de pedofilia, irão reproduzir quando adultas comportamentos derivados dessa violência ou conviver com quadros de depressão, transtornos de ansiedade, alimentares, dissociativos, hiperatividade ou déficit de atenção ou ainda transtorno de personalidade!

O preço é extremamente alto para a sociedade! E leva à pergunta: o que está acontecendo é um crime moderno e recente, ocasionado por um modelo social desigual e desprovido de valores? Ou é um crime comum, histórico, encoberto pelas sombras e agora detectável mais frequentemente?  Ou é um crime histórico contra crianças, antes reprimido por imposição de valores religiosos e sociais e recentemente "liberado" pela impessoalidade de nosso meio? 

O mais importante é parar de tratar esta questão como um "tabú" e passar a escancarar a sua gravidade, discutindo abertamente o fato e a necessidade  de sua denúncia. Para isso é preciso esclarecer a criança sobre o que é normal ou não, seja em relação à violência - que não pode ocorrer em qualquer circunstância - seja através de abuso sexual.

Existe um profundo preconceito em relação a informação que a criança deve receber a esse respeito. Alguns pais se horrorizam com a idéia da criança "perder a inocência" . No entanto o risco de um contato direto com o assédio é grande e o resultado muitas vezes mais grave. Não é preciso dar uma aula de educação sexual. Basta delimitar claramente comportamentos que a criança deve evitar e não permitir que sejam realizados ou comunicar suas dúvidas a respeito.  A  partir dos cinco anos, existe condição da criança entender e reconhecer um assédio ou um contato físico não apropriado, desde que haja uma orientação bastante simples. 

A maioria das crianças sabe instintivamente que algo está errado quando existe abuso sexual. Mas não possui referência de conhecimento para reconhecer totalmente o que está acontecendo e, principalmente, denunciar o fato. Por isso conversar sobre o assunto é importante, dentro dos limites de sua compreensão. É preciso lembrar que o abuso pode acontecer principalmente com pessoas próximas, babás, professores, amigos da família, parentes e também o pai. Embora seja mais raro, a mãe também pode estar envolvida na violência contra a criança. Quanto maior o laço afetivo, maior a confusão na criança.

Não adianta fingir que o problema não existe. Estudos realizados em diferentes países sugerem que o percentual de crianças e adolescentes que sofrem algum tipo de abuso sexual varia de 3% a 36% . Países do primeiro mundo mantém incidência alta desse tipo de abuso. Não é apenas a criança que sofre. Um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, indica que os pais de crianças vítimas de abuso sexual podem sofrer de ansiedade, depressão, luto crônico e ter idéia fixa de vingança. Há pouca literatura médica sobre o problema, que apenas agora começa a ser encarado com maior realísmo!

ARTIMANHAS PARA CONFUNDIR CONSUMIDOR

(aconteceu comigo mais de cinco vezes num supermercado na Avenida João Pessoa)

"(...)Gostaria de saber se a etiqueta de um produto pode conter dois preços, um deles unítário e outro em maior destaque com preço para mais unidades, como vi no supermercado Extra (...)". (Elenice C. -SP)

"Leio sempre e este blog me ajuda muito a entender os direitos do consumidor (...)Mas na realidade não adianta a gente saber da lei(...) tem lugar que não respeita mesmo quando a gente exige o preço certo, até riem como se o código do consumidor não servisse para nada (...) (Aretusa - RJ)


A lei é bem clara: todos os produtos expostos nas prateleiras, gôndolas ou balcões dos supermercados devem ter o preço exposto de forma a não confundir o consumidor!

Portanto Elenice, no caso de uma etiqueta abaixo do produto onde estão dois preços - um maior e outro menor- prevalecerá sempre o preço menor, mesmo que haja, em letras miúdas, condição para essa diferença, no caso citado por você estabelecendo a condição de valor unitário ou promoção para várias unidades.

A lei pretende evitar confusões ou malícia de quem vende, em detrimento do consumidor. Neste caso a discriminação de doi preços para o mesmo produto deveria ser feita de maneira clara: em letras visíveis, destacadas, preço unitário e preço por atacado ou com um minimo de unidades.

Aretusa, realmente há parte do comércio que desafia as leis e o consumidor, em geral as grandes redes, onde funcionários agem como se fossem orientados a não aceitar os argumentos de quem se sente lesado quando acontece a reivindicação da correção no preço, no serviço ou o respeito às leis. Demonstram absoluta ignorância a respeito da lei e em alguns casos chegam a insistir que os direitos reivindicados não tem fundamento.

O que fazer? Em primeiro lugar, jamais deixar de reclamar. Exija ser atendido pela gerência, para certificar-se de que é realmente uma postura do estabelecimento e não um erro de um funcionário.

Se ainda assim o estabelecimento insistir na infração, faça a denúncia em orgãos de defesa do consumidor. Se for possível, mande por escrito, com AR (Aviso de recebimento)um relato do ocorrido também para a própria loja, guardando uma cópia. Lembre-se: não importa o valor, a questão é respeito a lei. 

Há pessoas que torcem o nariz dizendo que não vão enfrentar uma dor de cabeça "por causa de alguns trocados". Essa mentalidade é de paises subdesenvolvidos, onde não há mecanismos para fazer a lei vigorar!Ora, a questão não é o "trocadinho" mas a infração! Além disso alguns centavos para um consumidor representam milhões nas vendas de hipermercados por exemplo. Ou seja, dinheiro que engorda a receita do revendedor as custas do desrespeito ao consumidor e ao Código vingente!

Essa "cara de pau" de parte do comércio acontece por causa da impunidade. As leis, quando não funcionam, ou seja, quando não punem o infrator, não surtem efeito moralizador algum.



CONSTRANGIMENTO DO CONSUMIDOR



"Reclamei do preço do produto, que estava anunciado na prateleira mas que passou outro valor no caixa(...)Fiquei muito constrangido com a reação do funcionário e depois com a da moça que foi chamada, acho que era fiscal de caixa(...) É vergonhoso regatear os preços! (Carlos Eduardo C.V - SP)

Carlos Eduardo, você não é o único consumidor a sentir esse tipo de pressão. Muito pelo contrário: a maioria dos infratores, principalmente os que agem com má fé nos crimes contra o consumidor, se utilizam disso - o constrangimento - para "calar a boca" do cliente que pretende reclamar!

Mas, faça-me o favor, você não pode admitir uma situação asim! Humilhante é curvar-se à pressão e aceitar ser "enrolado", omitindo-se de reclamar o que é certo!

Não podemos esquecer que o mesmo desprezo às leis e à cidadania que acontece tanto no roubo de alguns trocados entre o preço anunciado e o que realmente é cobrado na sua conta, é aquele que estimula outros tipos de crimes mais graves, como estelionato, pela impressão de impunidade! E que em um mundo onde as pessoas enganam o semelhante em propaganda enganosa ou preços que na verdade são apenas chamariz, crescem as demais modalidades criminosas.

Assim não é possível viver! Portanto o cidadão que reclama seus direitos, mesmo que eles envolvam centavos, está exercendo um ato de cidadania e exigindo respeito a todas as leis.

Não permita que um vendedor ou um caixa ou um gerente, ou o dono de um estabelecimento ou quem quer que seja exerça qualquer tipo de constrangimento. Isso dá motivo para mais um processo. Constranger o consumidor é crime!

Não há necessidade de "bater boca" com os infratores. Arrume uma ou mais testemunhas, bata uma foto do preço anunciado (pode ser com o celular. Lembre-se que os funcionários correm a retirar os anúncios ou os preços fixados quando você reclama...pena que recoloquem depois, como já foi flagrado) e encaminhe a sua denúncia. Além dos orgãos de defesa do consumidor, há casos em que o prejuízo é coletivo e seu dano pode ser denunciado também à Promotoria Pública!

A denúncia ou um processo de ressarcimento por danos morais podem exigir paciência, mas não há alternativa para o cidadão: ou ele denuncia, ou alimenta uma cadeia de erros que provoca transtornos futuros à toda a sociedade!

PROCON PRECÁRIO, JUSTIÇA INEFICIENTE

"É desanimador(...)registramos queixa,contratamos advogado e mesmo com todas as provas de meu prejuízo e da má-fé da operadora de crédito nada  foi feito (...)o processo está há três anos em segunda instância(...)de que adianta o codigo de defesa do consumidor se a lei não funciona?"(A.Prado-SP)


Infelizmente existem problemas que atrapalham  a aplicação da lei e a punição dos culpados quando o assunto é Código do Consumidor. 

Quando a mídia começou a estampar os direitos do consumidor, que ganhou um código e a definição de sua proteção no âmbito da Justiça, foi uma festa. Aliás, o grande desabafo da população começou antes, por ocasião do Plano Cruzado do presidente Sarney, que nomeou todo cidadão brasileiro um fiscal por excelência - os fiscais do Sarney.

Os resultados econômicos não foram os esperados, mas de qualquer forma foi plantada uma semente que germinou: a da boa fé popular na certeza de que a lei existia para todos, do lado de fora e do lado de dentro do balcão do consumo.

O Código de Defesa do Consumidor aumentou a esperança popular. Quando o Procon foi anunciado, nova festa popular. Afinal, chegava-se a lógica da maioria popular: leis que definissem o que seria abuso e quais seriam os organismos destinados a registrar e ajudar a encaminhar os infratores para a Justiça! Uma vitória da cidadania!

E hoje? Bem, hoje o consumidor bombardeia sites na internet repetindo, basicamente, a mesma pergunta: "pelo amor de Deus, alguém pode me ajudar?"...Reclamando principalmente da ausência da punição dos culpados nos processos judiciais.

São milhares de reclamações sobre abusos e indébitos de grandes empresas, instituições bancárias, comércio em geral, planos de saúde e serviços em geral, estourando como milho de pipoca em uma grande panela quente.

Exagero? Infelizmente não. Todos os sites que denunciam ilegalidades contra o consumidor estão fartos de denúncias. Até mesmo em sites de relacionamento, como o Orkut, comunidades de consumidores desesperados se multiplicam. Há grandes estrelas "foras da lei" nesse mundo paralelo dos justiceiros do consumo, instituições bancárias, universidades privadas e empresas que raramente são punidas no mundo real. A Justiça não consegue aplicar as leis com rigor.

A primeira liga de defesa do consumidor de que se tem notícia surgiu em Nova York, em 1894. Tinha de ser nos EUA: o sistema de comércio e serviços desabavam sobre o cidadão, em um país que crescia pisoteando o que quer que estivesse entre a fúria econômica e o capital.

Por aqui o movimento de defesa partiu do meio político, inspirado nos EUA. Em 1976 o governo do Estado de São Paulo criou um grupo de trabalho para discutir a institucionalização de uma políticade defesa do consumidor. Surgiu então o Procon. Surgiu com alarde e grande espetáculo político! Aliás "Proteção ao Consumidor" acabou sendo referência toda instituição similar. Mas logo logo sofreu revés: a demanda era maior do que a estrutura existente na capital e nos municípios. O Procon, em suma, era mais simbólico do que prático e em muitos casos servia apenas como orgão de "desabafo", sem resultados de punição de infratores em São Paulo e municípios.

Nos anos 90 houve avanços com o Código de Defesa do Consumidor. Praticamente todos os Estados do país criaram PROCONS, Promotorias de Defesa do Consumidor, Defensorias Públicas, até delegacias especializadas. Durante um período funcionou em São Paulo uma delegacia especializada e os Juizados Especiais Cíveis.

Estados instituiram Juizados especializado na defesa do consumidor e surgiram associações civis, com a criação do Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor. E no entanto, depois disso tudo, vivemos hoje o que poderia ser chamada de "a grande decepção do consumidor".

Traduzindo: temos as leis, temos organizações civis, sem vínculo político que defendem os direitos do consumidor, como por exemplo o Idec, entre inúmeras outras, temos orgãos governamentais como o Procon...mas nunca antes o consumidor se sentiu tão lesado.

O Procon funciona? Sim e não. Explica-se: a Fundação Procon tem objetivos definidos e exerce em grande parte dos casos o seu papel mediador, orientador e efetivo em encaminhamentos de processos à Justiça. Mas como pode um orgão que defende o consumidor e a legislação ser sediado em uma prefeitura, por exemplo, quando o cidadão vai reclamar direitos que exigem encaminhamento de processo contra o poder Executivo?

Há denúncias de que o Procon permanece em alguns lugares sob controle de uma universidade, onde professores e alunos registram queixas e pedem orientação por indébitos e ilegalidades e abusos...da própria universidade em questão?

Complicado, não é? Como é possível a sociedade permitir que aberrações como esta aconteçam? A própria Justiça determina em suas leis que o envolvimento nas causas deve ser evitado. Como poderia o réu ser juiz? Ou como alguém vai produzir provas contra si próprio?

Este é apenas um dos muitos aspectos que estão complicando a vida do consumidor e a eficácia da nossa Justiça.

Cobranças e indébitos bancários

“(...) Eu nem tinha percebido antes, mas quando vi o banco estava me cobrando serviços em dobro, alías, serviços que nem utilizo, como talão de cheques, cartão e extrato (nunca recebi extrato em dois anos de conta bancária, salvo no primeiro mês) (...) A funcionária da agência disse que era assim mesmo, que era normal a cobrança (...) Francilene


“Dizer que é absurdo é pouco! Pois o banco manda um cartão de crédito, que eu não desbloqueei porque não me interessava e alguns meses depois recebo um comunicado dizendo que “conforme contrato de emissão e utilização dos correntistas do Banco, etc e tal, o cartão havia sido ativiado! Que país é este? Augusto Batista Mazoni


A reclamação de cobranças indevidas - ou indébitos - pelas agências bancárias, é extremamente freqüente. Pior que isso, só as reclamações da telefônica e de administradores de cartões.
Os bancos são rígidos e corretos na cobrança de juros e taxas de serviços, entre outras? Podemos confiar nas agências bancárias como entidades de absoluto controle?
Não e sim. Não, as agências bancárias não são corretas na cobrança de juros e taxas de serviços, principalmente porque o objetivo de uma instituição financeira não é social, mas comercial. Além disso as normas adotadas são do Banco Central - que defendem os interesses dessas instituições enão do consumidor. Mas o Banco Central, que regulamenta as ações dos bancos, não é orgão legislador e não pode atropelar leis constitucionais!

Sim (podemos confiar que agências bancárias têm controle sobre as suas ações), mas lembre-se: a perfeita organização das instituições financeiras e sua estrutura só são infalíveis em função do próprio interesse e não do cliente. Ou seja, o cliente é o produto a ser consumido!

Portanto, movimento bancário deve ser rigorosamente acompanhado por cada correntista!
Francilene, reúna todos os documentos (inclusive cópias dos extratos onde constam as cobranças irregulares); faça um comunicado por escrito a agência exigindo devolução dos indébitos (não esqueça de protocolar uma cópia que comprove a entrega do pedido).
Se houver recusa na devolução dos valores (em dobro, conforme garante a lei), junte todos esses documentos, registre queixa no Procon, anexe também esse documento e entre com processo, de preferência no Juizado Especial Cível ( Pequenas Causas), onde a tramitação é simplificada e dispensa inclusive advogado.

Se quiser, há motivo suficiente para pedido de indenização por danos também na Justiça comum (a demora é grande, o processo fica rodando por anos, mas se a indignação for muita, vale a pena como ato de cidadania)

Augusto, que país é este? Um país capitalista, onde o lucro é o objetivo principal! Mas temos leis para os crimes e abusos: o banco não tem direito de desbloquear o seu cartão e obriga-lo a usar e pagar por ele! Sim, você pode juntar o comunicado do banco, com todos os demais comprovantes de assédio para uso cartão de crédito e ingressar com reclamação.

DOAÇÕES POLUÍDAS

Marina Silva (AC), candidata derrotada do PV à Presidência da República, recebeu R$ 3 milhões em doações de segmentos poluidores, como os de metalurgia, mineração, papel e celulose, fertilizantes e cana-de-açúcar. Dentre os outros setores contribuintes se destacam o bancário e o de construção, que somaram mais R$ 6 milhões ao montante.
Empresas como Cosan (uma das maiores produtoras mundiais de cana-de-açúcar), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Suzano Papel e Celulose, Klabin e Bunge, entre outras relacionadas a atividades poluentes, financiaram 12,5% dos R$ 24,1 milhões arrecadados para a campanha da candidata verde.

DINHEIRO VERDE FUMAÇA!

Silvio Santos diz que quem pagar leva a rede SBT

O empresário Silvio Santos atendeu ontem à noite, em sua casa, a um telefonema da Folha e disse que, se alguém pagar o que ele deve ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) --que emprestou à sua holding dinheiro para cobrir o rombo do banco PanAmericano--, pode comprar o SBT.

"Não precisa nem pagar para mim, paga para o fundo", disse Silvio em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, publicada na edição desta sexta-feira da Folha e disponível na íntegra para assinantes do jornal e do UOL.

Durante a conversa, Silvio afirmou ainda que não conhece Eike Batista, apontado como um possível interessado em comprar a TV.

O empresário também negou ter falado sobre o PanAmericano durante uma reunião com Lula em setembro e ironizou insinuações sobre a bolinha de papel jogada em Serra. "Caiu alguma coisa na cabeça dele?", disse.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Congresso quer aumentar o próprio salário e o de Dilma

Com a volta dos trabalhos no Congresso, deputados e senadores já defendem aumentar os próprios salários e, de quebra, reajustar também o da presidente eleita, segundo informa a reportagem de Andreza Matais e Fernanda Odilla publicada na edição desta terça-feira da Folha e disponível na íntegra para assinantes do jornal e do UOL.

O "pacote de bondades" planejado pelos congressistas surge no momento em que Dilma orientou sua equipe de transição a tentar barrar no Congresso reajustes para o funcionalismo que impliquem em rombo no Orçamento de 2011.

Eles alegam que os salários do Executivo e do Legislativo estão sem aumento há cerca de três anos e que a inflação no período foi de 17,8%, mas por ora não falam em percentuais.

Para diluir o desgaste político que o aumento pode gerar, os congressistas insistem em mostrar que essa defasagem também ocorre nos salários do Executivo. Eles defendem a vinculação do reajuste do Legislativo ao de Dilma e dos demais ministros de Estado.

Como presidente, ela vai receber menos da metade do que ganhava quando era ministra do governo Lula, período em que aumentou seus rendimentos participando de conselhos de administração de empresas públicas.

Leia a reportagem completa na Folha, que já está nas bancas.

GOSSIP MAN

O ex-candidato à Presidência, José Serra, acusou nesta sexta-feira em Biarritz (sul da França) o governo do presidente em fim de mandato, Luiz Inácio Lula da Silva, de desindustrializar o país e fazer "populismo" de direita em matéria econômica.


O ex-candidato ainda acusou o governo de "se unir a ditaduras, como a do Irã". Nesse momento, foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que estava na plateia, e gritou "por que não se cala?", provocando um momento de alvoroço na sala.


QUE MUNDO MALDOSO, EU NÃO FALO MAL DE NINGUÉM....